Saiba como a Hipnose funciona

 

Quando se ouve a palavra hipnose, normalmente esta é associada com alguma espécie de poder do hipnotizador sobre o hipnotizado, controle da mente e há, constantemente, uma aura e misticismo pelo fato desta estar associada a apresentações de ilusionismo e filmes que, muitas vezes, exageram e criam um sensacionalismo fictício a respeito deste fenômeno que não passa de algo natural que ocorre diariamente com todas as pessoas (desde que se possua um cérebro!).

 

O que é hipnose?

O estado de transe hipnótico é frequentemente comparado ao estado de sono – daí vem o termo hipnose (hypnos = sono) – devido ao relaxamento profundo que ele provoca no sujeito hipnotizado. Porém, também existem estados hipnóticos em que este relaxamento não ocorre, fazendo com que o sujeito permaneça em estado de alerta e com total controle sobre sua musculatura.

 

A Associação Americana de Psicologia define a hipnose como sendo um procedimento durante o qual um profissional de saúde ou pesquisador sugere a um cliente, paciente, ou sujeito que vivencie mudanças em sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos. Este contexto é iniciado após um procedimento de indução, em que sujeito necessita seguir instruções simples e manter sua atenção e concentração voltada para a voz do hipnólogo a fim de que as mudanças aconteçam e o sujeito vivencie uma experiência na qual terá acesso a novas formas de processamentos e acesso a informações, modulação de respostas sensoriais, dentre outras alterações derivadas do funcionamento cerebral em estado hipnótico. Quando o sujeito está em transe hipnótico, acontece de o córtex pré-frontal, responsável pelo julgamento crítico, reduzir seu funcionamento fazendo com que as sugestões dadas pelo hipnólogo atinjam diretamente os níveis inconscientes provocando mudanças fisiológicas imediatas. Existem vários mitos acerca da hipnose, o maior deles é que a pessoa perde o autocontrole e faz absolutamente tudo que o hipnólogo sugere, podendo até revelar segredos. No entanto, isto não acontece, pois quando a funcionalidade da parte da consciência crítica é reduzida a parte inconsciente, que representa uma parte muito maior, continua ativa e protegendo o sujeito contra algo que vá contra seus princípios. Porém, é extremamente importante que exista confiança no profissional da hipnose, pois alguém mal intencionado pode utilizar artifícios para burlar este “sistema de segurança” gerando mal estar ao sujeito hipnotizado. Como o mestre Fabio Puentes uma vez me disse, “não tenha medo da hipnose, tenha medo do hipnólogo!”